Terça-feira, 1 de Maio de 2007

1 de Maio

Hoje é um dia muito cansativo. Procuro o meu site do manek luan, mas,infelismenete, não o encontrei.
publicado por manek_luan às 17:01
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Quarta-feira, 26 de Julho de 2006

A casa sagrada (uma lulik) de Timor

A LINGUAGEM SIMBÓLICA  DA UMA LULIK (CASA SAGRADA)

EM TIMOR LESTE

(Um estudo semiótico)

 

 

  1. Introdução

A Semiótica é uma ciência do símbolo que se desenvolve na área de linguística. Mas, recentemente, muitas cientistas utilizaram-na como base de aproximação a outras disciplinas, incluindo a arquitectura tradicional. A perspectiva semiótica como estudo é cada vez mais usada pela arquitectura, porque o objecto desta é um facto concreto como símbolo de uma determinada cultura. É por isso que, segundo Mangun Wijaya (1995), construir uma casa é como comunicar com o espaço e o tempo, com a recta e a área, com matérias de construção, bem como com o lugar da construção. Por sua vez, a arquitectura encarada como um sistema de expressão de um conjunto de símbolos, aproxima-se do estudo da semiótica.

 

Mangun Wijaya (1995:8) sublinhou ainda que a arquitectura tem de respeitar e cumprir as regras e os valores culturais dum povo, isto é, utilizar a linguagem da arquitectura com toda a responsabilidade e, se for possível, embora não seja fácil, usá-la para todas as pessoas, aproximando-a da poesia. Construir uma casa sagrada (uma lulik) em Timor-leste é comunicar com todas as componentes da casa, comunicar com o formato, com a composição da casa, etc. A arquitectura não necessita apenas da arte e das técnicas da construção, mas igualmente das convenções culturais de uma determinada comunidade. Cada construção tem a sua característica que marca os seus habitantes ou o clã duma determinada comunidade. Assim, merecem atenção a qualidade, a dignidade e a filosofia comos fontes de inspiração ou de expressão da arquitectura.

 

De acordo com Mangun Wijaya, o construtor, ao construir uma casa, primeiramente, tem que dar um breve olhar sobre os símbolos que ainda permanecem no ambiente que a rodeia. Por outro lado, Sudharta, (1984) acrescenta os seguintes pontos: a casa sagrada (uma lulik) tradicional é considerada como o lugar para muitas actividades da comunidade tradicional; a arquitectura tradicional deve ser encarado como indicador da identidade cultural das suas comunidades; e a arquitectura tradicional em Timor-leste tem alguma coerência com a cultura de outras culturas que desenvolveram ao longo dos séculos. O problema essencial é como respeitar a identidade cultural e a tradição nas novas construções.

 

 Em Timor-leste, sobretudo o étnico tétum, uma lulik é vista não só como o lugar para guardar os objectos sagrados, mas também como um sítio para as reuniões e as actividades dos ritos tradicionais, como o tunu – «um acto de matar os animais para oferecer ao kukun», os ancestrais invisíveis.

 

No contexto da arquitectura cultural, Timor-leste tem muito património arquitectural tradicional e, embora alguns destes restos patrimoniais ainda permaneçam, alguns já desapareceram. Cada uma das várias etnias tem as suas características tradicionais de arquitectura, sendo elas que distinguem uma etnia da outra. Como um produto de cultura, a arquitectura deste povo está condensado na linguagem da arquitectura que se manifesta nos símbolos da cultura, ou seja, cada uma destas arquitecturas tradicionais apresenta as suas semióticas. Este património do povo de Timor-leste está espalhado por todo o território, e tem uma qualidade cultural de alto nível, pelo que é preciso desenvolver estratégias para protegê-lo como identidade cultural do povo Timorense. Assim, a arquitectura ainda hoje pode ser vista como um campo de investigação, aberta ao estudo, nomeadamente ao estudo semiótico da arquitectura timorense.

 

2.O problema

De acordo com Umberto Eco (1977:182), a principal barreira da semiótica encontra-se no facto de a maioria dos objectos de arquitectura serem incomunicáveis, ou seja, não serem produzidos para a comunicação, mas serem sobretudo acentuadas as suas características funcionais. Como é óbvio, todas as pessoas o sabem, o telhado da casa tem como função proteger da chuva e do calor, a porta é para entrar e sair. As funções das várias repartições da casa são vistas em termos pragmáticos, mais do que comunicacionais.

Este trabalho centra-se sobretudo na questão das áreas da arquitectura tradicional. Para tal, temos de nos centrar primeiro sobre o que é semiótica e sobre as suas teorias. Uma outra questão importante neste trabalho é o de reflectir sobre como o estudo da semiótica consegue formular uma linguagem simbólica que possa ser utilizada para a casa sagrada – uma lulik – «casa tradicional» do étnico tétum em Timor-leste.

 

3.O conceito de Semiótica Arquitectura

De acordo com Sudjiman (1992:vii), o termo semiótica, etimologicamente de origem grega, semeion, significa símbolo. Na nossa vida quotidiana conhecemos muitos símbolos. Os sinais de trânsitos são símbolos, um piscar dos olhos, uma dada bandeira etc. A estrutura de uma poesia, de um filme, os edifícios, até o canto das aves, todos podem ser interpretados como símbolos. Um filósofo Americano, Charles Sanders Peirce, sublinhou que nós só podemos pensar com o instrumento do símbolo, ou seja, não há comunicação sem símbolos.

 

Semiótica (ou semiologia) é definida na Enciclopédia Portuguesa como literatura ou ciência que estuda os sinais ou sistemas de sinais utilizados na comunicação e o seu significado (incluindo a língua), e como utilizar estes sinais. Os ramos desta ciência são a Pragmática (relação entre os sinais e como utilizar estes sinais), a sintaxe (relação entre as palavras com os seus símbolos) e a semântica (relação entre o significado dos símbolos). Na Semiótica acentua-se que o significado natural é por vezes visto como o resultado de convenção social, estudando e analisando igualmente a cultura como uma série de sistemas do símbolo.

 

Van Zoest (1992:6) apresentou uma definição mais completa: que semiótica é um estudo sobre o símbolo e a relação entre outros códigos, entre o comunicador e os receptores. De acordo com Saussure, semiótica é a ciência dos símbolos de uma determinada sociedade; enquanto para Jhon Locke, a semiótica é um modelo interdisciplinar para analisar os fenómenos de distintas áreas, que surge no século XIX e nos meados do século XX, como consequência das obras de Saussure e de Peirce. Este estudo acentua o pragmatismo e a lógica. O seu principal contributo para a semiótica é o surgimento das categorias de três tipos do signo: 1) ícone, 2) índex, (referência) 3) símbolo (que tem ligação com a convenção social, por exemplo: os sinais de trânsito). Peirce acrescentou ainda que os símbolos nunca têm uma definição permanente, porque os códigos e os seus significados se modificam dependendo da interpretação que é feita.

 

A Semiótica arquitectural é um ramo da semiótica da comunicação visual, que tem uma ligação estreita com a estética (Istianto, 1990:38). Para os semiotistas, a função da arquitectura não é limitada à sua função usual, mas também multifuncional.

 

Mukrovsky (1977) distingue 4 funções da arquitectura, confrontando-as com as funções estéticas: 1) função prática directa, 2) função histórica (que tem a ver com os modelos anteriores), 3) função social-económica, e 4) função individual (em relação com o seu estilo). Estas 4 funções são interdependentes. O trabalho da arte é definido como um signo com função comunicativa e autónoma. A base de estética estrutural de Mukarovsky é a sua teoria das funções semióticas. Uma função, segundo Mukarovsky (1966), é o modo de auto-realização de um mundo externo. A interacção do sujeito com o seu meio ambiente pode ser directa ou indirecta, quer dizer, por meio de uma outra realidade.

 

Segundo Eco, o homem vive num mundo de signos, porque ele vive numa sociedade, e a sociedade tradicional não pode viver se não tiver elaborado os seus próprios códigos, os seus próprios sistemas de interpretação dos dados materiais. A semiótica não se preocupa com o estudo de um particular tipo de objecto comum. Ela visa o relacionamento entre a estrutura e a interpretação do texto e tem como objectivo a investigação, não só do elemento linguístico, mas também de toda a manifestação da linguagem como um todo significativo que representa a comunicação entre os homens. Eco (1997) apresenta três tipos de código da arquitectura 1) código técnico, 2) código sintáctico e 3) códigos semânticos.

 

Segundo Umberto Eco, a cultura pode ser completamente estudada sob uma perspectiva semiótica, mas as entidades culturais podem também ser consideradas sob pontos de vista não semióticos. Por exemplo, um carro pode ser um signo que indica o estatuto social, mas pode ser visto igualmente num nível físico ou mecânico. A semiótica de acordo com Eco, não se preocupa com estes níveis, mas sobretudo com o que pode ser tomado como signo. Um signo é tudo aquilo que pode ser tomado como substituindo significativamente outra coisa. Esta outra coisa não precisa necessariamente de existir realmente em algum lugar no momento em que o signo a representa. A semiótica é o estudo de códigos e um código tem a sua base numa convenção cultural. Portanto, o critério de um código é a sua convencionalidade.

 

 4.A linguagem simbólica da casa tradicional do étnico tétumA construção da casa tradicional é uma imagem, a luz de uma reflexão psíquica e do sentimento dos seus habitantes. Assim, também a construção das casas tradicionais é uma linguagem simbólica da humanidade, bela, e impressiva de quem a constrói; a simplicidade e a naturalidade devem ser atractivos para todos os seres humanos. A casa não consiste apenas no signo da função, mas sobretudo como o espelho da linguagem humanística de uma determinada sociedade.

 

Para compreender a linguagem simbólica da arquitectura tradicional do étnico tétum em Timor-leste, exige-se a competência do conhecimento da filosofia do timorense tradicional. Sem esta competência é difícil conhecer exactamente a parte artística da arquitectura tradicional de Timor-leste. É necessários, pois, saber e aprofundar o conhecimento sobre a nossa capacidade de conhecimento antropológico para conhecer uma obra artística da arquitectura tradicional de uma determinada sociedade.

 

O homem é designado por “animal simbolicum”, porque, ao longo da sua vida, elenão escapa dos símbolos que são produzidos. Em termos de comunicação, o homem utiliza os símbolos e é por isso que ele se desenvolve mais rapidamente do que os outros mamíferos. Subjacente a essa produção de símbolos está o seu raciocínio lógico – uma das competências dos seres humanos –.

 

A construção da casa tradicional de Timor-leste, como uma das formas de produção de obras culturais humanas, que também consiste em símbolos, tanto nas formas reais, como nas formas invisíveis (escondidas).

 

Como um produto cultural, a casa tradicional de Timor-leste é uma parte das características da arquitectura da sociedade mundial. Em diferentes sociedades e culturas são também diferentes os modelos e os símbolos de cada casa tradicional. Existem vários modelos de casas tradicionais, das formas mais primitivas, às tradicionais clássicas e até às formas mais modernas e pós-modernas. Cada uma destas formas tem as suas características e os seus símbolos, dependendo das respectivas convenções da sociedade. Este trabalho acentua sobretudo a linguagem simbólica da arquitectura tradicional de Timor-leste, em especial do étnico tétum.

 

5. Os signos simbólicos da casa tradicional

Segundo Umberto Eco, o homem vive num mundo de signos, porque ele vive numa sociedade que está condensada pelos símbolos. Assim, a cultura do homem é construída por um simbolismo, isto é, o homem não pode viver se não elaborar códigos e sistemas de informação dos dados materiais. Ao longo da história humana, o simbolismo acompanhou sempre os actos do homem, tanto as atitudes, a língua e a ciência, como a sua religião. O homo sapiens, segundo Eco, utilizou, de início, o objecto símbolo e a memória para guardar informações.

 

Segundo Peirce, o índice está fisicamente conectado com o seu objecto, ambas formando um par orgânico. Por exemplo, um desenho do crocodilo é um objecto, ou seja, algo que simboliza uma outra coisa. O som do “nowa” simboliza a entrada da estação seca, e o “aquitou” simboliza o final dessa estação e a chegada da estação das chuvas. Assim também o “uma lulik”, como um produto da cultura, apresenta uma complexidade de funções. Apresentaremos, em seguida, a função simbólica da casa tradicional “uma lulik” do étnico tétum em Timor-leste.

 

5.1. O símbolo da unidade e amizade da sociedade.

Uma lulik é o símbolo da unidade social dos seus habitantes. Todos os componentes da uma lulik representam a unidade social da comunidade. Por exemplo, os dois principais pilares são designados por “bei-feto//bei-mane” (o avó), as quatro colunas são designadas por “seki hat//tane hat” – os quatro assistentes do “bei-feto//bei-mane”; assim também as oito colunas curtas, “seki walu//tane walu”, todas reforçando a posição dos dois avós. Nota-se bem essa importância quando a morte de um mako’an (o sacerdote ritual do étnico tétum) é considerada como a queda do “kakuluk lor”, ou seja, um componente principal da uma lulik partiu e isso causa a insegurança da uma lulik. A morte da pessoa é considerada como “uma ulun kuak” (há alguns furos no telhado da casa), isto refere o afastamento da família ou inimizade da família. Esta comunidade acredita que o afastamento da família leva à morte muito cedo. Portanto, se houver alguns problemas entre eles, o melhor caminho é procurar meios para os resolver rapidamente.   

Em suma, estes códigos culturais são definidos como sistemas semióticos e neste contexto têm duplo objectivo: regular e controlar as manifestações da vida social e o comportamento individual ou colectivo. Os seres humanos, segundo Ivanov, não comunicam somente por meio de signos, como são em larga medida controlados por eles.

 

5.2. O símbolo ritual.

A uma lulik é uma parte principal do sistema ritual religioso do étnico tétum e tem a ver com a procissão de cerimónias ritualizadas e culturais, como o funeral (hakoi mate) e a celebração da morte depois de um ano (mutun mate), a inauguração da própria uma lulik. Estas cerimónias dão-nos a conhecer aspectos importantes para o aprofundamento do pensamento religioso do étnico tétum.

 

5.3. O símbolo social

 Normalmente a uma lulik reflecte a posição social dos seus habitantes. A comunidade do étnico tétum em Fohoren tem uma relação genealógica e historicamente muito íntima, porque foi influenciada pelo sistema de governação dos régulos nos séculos passados, que organizavam a comunidade em várias classes sociais. A tradição ritual “tatek meda” – normalmente celebrada na época da inauguração da uma lulik – exerce um papel importante como um elemento de formação da coesão social e legitimação do estatuto social da comunidade. Esta cerimónia é uma arte de enfeitar a mesa, feita por arroz misturado com carne do porco, e vê-se como um crocodilo a nadar. Ao comer, os clãs de classe social mais alta comem na parte da cabeça, alguns comem na parte do pescoço e outros na das pernas, conforme o estatuto social daquela comunidade. Toda esta comunidade sabe em que parte deve comer e cumprem as regras convencionais da cultura.

 

5.4. O símbolo do poder e religioso

O símbolo do poder está normalmente relacionado com a designação e a posição da uma lulik. O sistema da organização do clã no contexto do étnico tétum em Fohoren consiste em quatro modelos: uma lulik metan, uma lulik kanek, uma lulik lia na’in, e uma lulik ferik katuas, com a sua zona territorial própria chamada Nua dato. Na cerimónia do tatek meda, a comunidade de uma metan come na parte da cabeça, porque ele é designado por ukun na’in//badu na’in, baku na’in//dere na’in, (o dono do poder, e o senhor da ordem). O poder máximo desta comunidade tradicional é uma metan. Uma kanek é designada por funu na’in//ledo na’in, (o dono da batalha), é ele que tem autoridade para defender a segurança e a prosperidade da sua zona territorial nua dato. Uma ferik katuas é designado por sasiri na’in//dadula na’in, (ele tem autoridade para nomear o liurai «régulo» do étnico tétum em Fohoren). Uma lia na’in é designada por buik akitou//mauk nowa[1], ele assume um papel como o sacerdote ritual da comunidade ou mako’an e tem o poder de contar os contos que têm relação com a história de um suco (clã) ou com a origem de uma determinada comunidade. Outro papel importante do mako’an é a de manter a harmonia entre a comunidade e a natureza, e a comunidade e o kukun (o ancestral no mundo invisível). 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



[1] Nowa e Akitou são dois pássaros de adivinhadores das estações. O som do nowa simboliza a chegada da estação seca, o som da akitou simboliza o fim da estação seca e a chegada da estação chuva. 

publicado por manek_luan às 12:35
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Saudade!!!!

SAUDADE

Fátima Irene Pinto®

 

Saudade é reviver cada momento,
sentir as mesmas emoções
sem cogitar que tudo se passou há tanto tempo.


Saudade é acordar de manhã
e ter para o ente amado, o primeiro pensamento
e os demais, que vão invadindo a mente
pelo resto do dia.


Saudade é envidar todos os esforços para esquecer
sem contudo perder a mania
de retomar os restos tangíveis que permaneceram,
com os olhos marejados
e descobrir que estes "restos tangíveis" estão vivos
e são ainda o nosso maior e melhor legado.


Saudade é ter a impressão de que nada aconteceu
que ele não partiu, não traiu ou morreu
e que, a qualquer momento,
não importa se aqui ou além
se nesta ou em outra vida,

Retomaremos o trajeto interrompido
pelo revés inesperado
e estaremos de novo
caminhando
lado a lado !

sinto-me:
publicado por manek_luan às 11:58
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Quarta-feira, 19 de Julho de 2006

O meu Portefólio

O PORTEFÓLIO DA DISCIPLINA

“EDUCAÇÃO E TECNOLOGIA MULTIMÉDIA”

 

I.       Introdução

A disciplina de Educação e Tecnologia Multimédia está directamente relacionado com a disciplina Informática na Educação. A disciplina desenvolve-se numa base teoria específica sobre a utilização da tecnologia informática para criar as novas maneiras de ensinar e aprender, ou seja, debate sobre o novo perfill do professor da educação. 

É inegável, a presença da informática nos mais diversos sectores da sociedade. Apesar de ser reconhecida a potencialidade da informática na educação, percebe-se que a grande maioria dos professores desconhece as possibilidades proporcionados pelas novas tecnologias de informação e comunicação nos processos de ensino-aprendizagem. A internet foi um exelente instrumento no processo formativo se configurando em um recurso pedagógico à disposição do professor em sala de aula.

É sem dúvida, na era da tecnologia informática faz com que o mundo vê-se como um globo, tornase mais pequeno em termos de comnicação.

II. Identificação:

Nome da disciplina  : Educação e Tecnologia Multimédia

Semestre/ano              : 2º/2006

Professora                      : Maria João Gomes

II.     Os Objectivos do Curso

·        Desenvolver a capassidade dos  professores na utilização de tecnologia multimédia no âmbito do ensino aprendizagem.

·        Formar as pessoas reflexivas sobre a necessidade de ensinar e aprender com as tecnologias multimedia.

·        Formar as pessoas confiantes e com capacidades para interagir com as mais diferentes tecnologias educacionais.

·        Oferecer os alunos mestrados oportunidades concretas de investigação de diferentes média educativas.

 

III.  Metodologia de Ensino

·        O curso desenvolve-se através de metodologia participativa, utilizando tecnicas como:  discurso e prática, com a utilização de projector multimédia para abordagen do conteúdo teórico.

·        Os trabalhos foram feitas no laboratório informática, onde os alunos que têm pouca experiência na utilização da internet  presta mais atenção específica da professora.

·        Os alunos que tem mais dificuldades a professora ofereceu uma aula extra.

IV.             Recursos Instruccionais

·        Laboratório da informática com computadores conectados a internet.

·        Projector multimédia

 

V.   Cronograma de actividades:

Encontros

Data

Actividades

Aula1.

06/03/2006

- Seguir a apresentação da professora sobre as vantagens da tecnologia multimédia.

-navegar na internet

Aula 2.

13/03/2006

-Criar o endereço electrónico no sapo.pt

Aula 3.

20/03/2006

- criar o blog no sapo.pt

Aula 4.

27/03/2006

-Continuação criar o blog

Aula 5.

03/04/2006

- Criar o webquest

Aula 6.

08/05/2006

-apresentação sobre o webquest

Aula 7.

15/05/2006

-Exploração orientada na web, viagens virtuais na web.

Aula 8.

22/05/2006

-Aprender sobre como utilizar o microsoft power point.

Aula 9.

29/05/2006

- criar o moodle

Aula 10.

5/06/2006

- Apresentação sobre as vantagens do moodle, e a inscrição no moodle como professor

Aula 11.

12/06/2006

-como çolocar inforções no moodle

Aula 12.

19/06/2006

-colocar os recursos no mooddle

Aula 13

13,26/06/2006

-criar chat, criar pasta no moodle

Aula 14-15

10/07/2006

-Apresentação da professora sobre, a contunuação de realizar o webquest, os blogs, e os espaços no moodle.

 

 

VI.             Reflexão

A função principal da Escola é ter como produto a construção do conhecimento. Como instituição social, deve promover o acesso aos saberes e formas culturais da sociedade a que pertence. Desta forma, a tecnologia, e particularmente a informática não podem ser excluídas deste contexto, principalmente se levarmos em conta que a criança e o jovem da atualidade já são criados imersos neste mundo tecnológico. O mundo contemporâneo é sustentado pela tecnologia que está presente em todos os momentos de nossa vida, seja directamente, seja na utilização e consumo de bens e serviços produzidos a partir desta tecnologia.

 

  Desta forma, a escola como promotora de conhecimento não pode funcionar como alienada da sociedade, deixando de criar condições para a apropriação crítica desta tecnologia, correndo o risco de condenar seus membros a uma forma de "analfabetismo".

 

A informática vem sendo incorporada pela escola com distintos objectivos e de diferentes formas. A escola deve refletir primeiro sobre qual perspectiva vai incorporar tal tecnologia: como informática educativa ou como aula de computação? Se a busca da escola vier somente motivada por uma situação mercadológica, sem muita reflexão sobre as potencialidades e limitações da informática, corre o risco de, a título de "preparar para o mercado de trabalho", dar apenas aulas de computação, formando digitadores e programadores, atuando como qualquer cursinho.

         Na era da informação e da comunicação, onde o mundo globalizado se atualiza a cada segundo, onde cada vez mais o acesso às informações é ampliado e com custo menor, há de se questionar qual a maior importância: informação ou formação ? As necessidades do mercado de trabalho mudam com muita rapidez e o diferencial no sujeito será a sua capacidade de aprender, de cooperar, de ser flexível e criativo diante de novas situações.

 

  Desta forma, cabe questionar o uso da informática: Utilizar o computador fazendo com que seja apenas mais uma disciplina a ser cumprida, com nota, prova teórica, significa reforçar os meios já desgastados da escola, burocratiza-se mais esta oportunidade de transformação da educação escolar. Já a informática educativa aqui defendida, utiliza o computador como um recurso num meio transformador do ambiente de aprendizagem, com a exploração viva e empolgada de alunos e professores, através das possibilidades deste instrumento em buscar diferentes caminhos de resolução de problemas de forma rápida, integrada e motivante, rompendo fronteiras entre os diferentes conteúdos curriculares.

 

 Para alcançar sua possibilidade transformadora, a informática educativa deve ser amplamente debatida, elaborada e vivenciada com a comunidade escolar, sendo inserida dentro de um Projecto Pedagógico, onde professores, técnicos, direcção e alunos atribuam sentido a sua introdução. Desta forma, a informática e outros recursos tecnológicos podem ser inseridos transversalmente e de forma crítica dentro do contexto significativo das áreas do conhecimento e ao mesmo tempo, instrumentalizando de forma geral o manejo crítico destes instrumentos.

 

Mais especificamente, como um meio, como um instrumento pedagógico, a informática estará actuando no acesso e coordenação de informações e de banco de dados e fundamentalmente, mediada sempre pelo professor problematizador, poderá ser um forte agente no processo de construção e reconstrução do conhecimento.

 

VII.          Agradecimentos

 

Quero aproveitar esta oportunidade para apresentar os meus agredecimentos à Professora orientadora da disciplina de Educação Tecnologia Multimédia, Doutora Maria João Gomes. Quero também expressar-lhe a minha gratidão mais profunda pela orientação que me deu ao longo deste segundo semestre, não só nos horários lectivos, mas também em horários extra-lectivo, e que se traduziu num acompanhamento científico competente, bem como apoio e ânimo.

 

Quero também agradecer a todos os meus colegas do curso e a todos os que me deram apoio ao longo deste semestre. Considero sempre esses apoios como uma pedra angular para o desenvolvimento do meu pensamento científico e também como uma pegada importante nos passos que darei ao longo da minha vida.

sinto-me:
publicado por manek_luan às 11:05
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Terça-feira, 18 de Julho de 2006

Foto sobre cultura timorense

 

  • Tais é um artesanato tradicional de Timor.  Na fotografia, uma mulher está a fazer o pano tradicional de Timor (soru tais mane).
  • A apresentação de dança  panu branco (bidu tais mutin) pelas raparigas Timorense.

 

 

 

sinto-me:
publicado por manek_luan às 12:06
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Quinta-feira, 13 de Julho de 2006

O que é o webquest????

O que é

Definição

Webquest é uma atividade de aprendizagem que aproveita a imensa riqueza de informações que, dia a dia, cresce na Web.

O conceito de webquest foi criado em 1995, por Bernie Dodge, professor da universidade estadual da Califórnia, EUA, como proposta metodológica para usar a Internet de forma criativa.

Dodge a define assim:

"Webquest é uma atividade investigativa, em que alguma ou toda a informação com que os alunos interagem provém da Internet."

Descrição geral

Em geral, uma webquest é elaborada pelo professor, para ser solucionada pelos alunos, reunidos em grupos.

A webquest sempre parte de um tema (o Egito Antigo, por exemplo) e propõe uma Tarefa, que envolve consultar fontes de informação especialmente selecionadas pelo professor.

Essas fontes (também chamadas de recursos) podem ser livros, vídeos, e mesmo pessoas a entrevistar, mas normalmente são sites ou páginas na Web.

É comum que a Tarefa exija dos alunos a representação de papéis (faraó, arquiteto, escravo), para promover o contraste de pontos de vista ou a união de esforços em torno de um objetivo.

Tipos

Bernie Dodge divide a webquest em dois tipos, ligados à duração do projeto e à dimensão de aprendizagem envolvida:

Webquest curta - leva de uma a três aulas para ser explorada pelos alunos e tem como objetivo a aquisição e integração de conhecimentos.

Webquest longa - leva de uma semana a um mês para ser explorada pelos alunos, em sala de aula, e tem como objetivo a extensão e o refinamento de conhecimentos.

Seções da WQ

Como regra geral, uma webquest é constituída de sete seções:

  1. Introdução
  2. Tarefa
  3. Processo
  4. Fontes de informação
  5. Avaliação
  6. Conclusão
  7. Créditos

Introdução

A Introdução é um texto curto, que apresenta o tema e antecipa para os alunos que atividades eles terão de realizar.

Se a WQ tem um cenário ou pede representação de papéis ("Você é um detetive tentando descobrir um poeta misterioso"), isso deve ser mencionado na Introdução.

 

 

Tarefa

A Tarefa descreve que “produto” se espera dos alunos ao final da webquest e que ferramentas devem ser utilizadas para elaborá-lo (um determinado software, por exemplo).

Exemplos de Tarefas:

  • resolver um problema;
  • solucionar um mistério;
  • formular e defender uma opinião;
  • analisar uma problemática;
  • colocar em palavras uma descoberta pessoal;
  • elaborar um resumo;
  • inventar uma mensagem persuasiva;
  • redigir um relato jornalístico, ou
  • qualquer coisa que exija dos aprendizes processar e transformar as informações coletadas.

 

 

Processo

O Processo deve apresentar os passos que os alunos terão de percorrer para desenvolver a Tarefa. Quanto mais detalhado for o processo, melhor.

Exemplo:

  1. Primeiro, formem grupos de três alunos.
  2. Em seguida, decidam o papel que cada um vai representar.
  3. ...e assim por diante.

Na seção Processo, também cabe sugerir de que forma os alunos deverão organizar as informações que serão reunidas: usando fluxogramas, mapas mentais, checklists etc.

 

 

Fontes de informação

As fontes de informação (também chamadas de recursos) são os sites e páginas Web que o professor escolhe e que devem ser consultados pelos alunos para realizar a Tarefa.

As fontes de informação costumam ser parte integrante da seção Processo, mas também podem constituir uma seção separada.

 

 

Avaliação

Na seção Avaliação, o aluno deve ser informado sobre como o seu desempenho será avaliado e em que casos a verificação será individual ou coletiva.

O gabarito de avaliação abaixo pode ser usado pelo professor para montar essa seção. O que aparece na tabela são instruções do que o professor deve escrever em cada coluna:

   
Etapas Nível Iniciante
1 ponto
Nível Aprendiz
2 pontos
Nível Profissional
3 pontos
Nível Mestre
4 pontos
Pontos

1ª etapa

Escreva aqui o objetivo ou desempenho esperado

Dê uma descrição que reflita um nível iniciante de desempenho.

(Exemplo: Pouco interesse; pouca participação nas discussões)

Dê uma descrição que reflita uma certa desenvoltura e movimento em direção ao domínio do desempenho.

(Exemplo: Interesse superficial; alguma participação nas discussões)

Dê uma descrição que reflita o domínio do desempenho.

(Exemplo: Bom nível de interesse; boa participação nas discussões.)

Dê uma descrição que reflita o nível mais alto de desempenho.

(Exemplo: Profundo interesse; excelente participação nas discussões.)


2ª etapa

...






 

 

Conclusão

A Conclusão deve resumir, em poucas frases, os assuntos explorados na webquest e os objetivos supostamente atingidos.

A conclusão é também o espaço para incentivar o aluno a continuar refletindo sobre o assunto, através de questões retóricas e links adicionais.

 

 

Créditos

A seção de Créditos deve apresentar as fontes de todos os materiais utilizados na webquest: imagens, músicas, textos, livros, sites, páginas Web.

Se as fontes são sites ou páginas Web, colocam-se os links. Quando os materiais são físicos, colocam-se as referências bibliográficas.

Créditos é também o espaço dos agradecimentos a pessoas ou instituições que de algum modo tenham colaborado na elaboração da webquest.

 

 

Objetivos educacionais

A metodologia webquest pode ajudar o educador a alcançar objetivos educacionais importantes:

Modernizar modos de fazer educação

As WQs fornecem orientações bastante concretas para tornar possível e efetivo o uso da Internet. E isso, na forma e na essência, é uma maneira de praticar uma educação sintonizada com nosso tempo.

Garantir acesso a informações autênticas e atualizadas

Conteúdos publicados na Internet, sobretudo os produzidos profissionalmente, refletem saberes e informações recentes. Além disso, são produtos autênticos que fazem parte do dia-a-dia das pessoas.

Promover aprendizagem cooperativa

As WQs estão baseadas na convicção de que aprendemos mais e melhor com os outros do que sozinhos. Aprendizagens significativas são resultados de atos de cooperação.

Desenvolver habilidades cognitivas

O modo de organizar Tarefa e Processo numa webquest pode oferecer oportunidades concretas para o desenvolvimento de habilidades do conhecer que favorecem o aprender a aprender.

Transformar informações ativamente (em vez de apenas reproduzi-las)

Na educação tradicional, parece que a preocupação central é armazenar e reproduzir "matéria". Na perspectiva sugerida por Dodge, o importante é acessar, entender e transformar as informações existentes, tendo em vista uma necessidade, problema ou meta significativa.

Incentivar a criatividade

Se bem concebida, a Tarefa planejada para uma webquest engaja os alunos em investigações que favorecem criatividade.

Favorecer o trabalho de autoria dos professores

Webquests devem ser produzidas por professores, não por especialistas ou técnicos. A ídéia é oferecer oportunidades concretas para que os professores se vejam como autores de sua obra e atuem como tal.

Favorecer o compartilhar de saberes pedagógicos

Concebidas como publicações típicas do espaço Web (abertas, de acesso livre, gratuitas etc.), as webquests são uma forma interessante de cooperação e intercâmbio docente.

Origem

Bernie Dodge, o criador do conceito de webquest, é norte-americano, professor de Tecnologia Educacional da San Diego State University, Califórnia, EUA, desde 1980.

No desenvolvimento do modelo webquest, Dodge teve o apoio de Tom March, a quem costuma ser atribuída a autoria de algumas das melhores webquests.

The Webquest Page é o site do Professor Dodge sobre o assunto, referência fundamental da metodologia webquest.

Dodge vem utilizando ferramentas online há mais de 20 anos, para fomentar a troca de experiências entre educadores. Desenvolveu diversos softwares que estão no mercado, incluindo o PLANalyst, que auxilia na criação de planos de aula.

Um outro projeto seu é o Irrawaddy, um ambiente de escrita que capacita crianças (e estudantes de pós-graduação) a criar histórias interativas e simulações na Web.

Seu relacionamento profissional com o Senac de São Paulo tem uma história de mais de quinze anos. Dodge veio ao Brasil diversas vezes para ministrar workshops e palestras sobre diversos assuntos, inclusive webquest.

O Professor Dodge gosta muito de receber comentários e contribuições sobre webquest e por isso coloca seu e-mail à disposição: bdodge@mail.sdsu.edu

 
sinto-me:
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Terça-feira, 11 de Julho de 2006

4 de Julho ( O antigo combatente...)

Adeus português ao último combatente


Quase 30 anos depois, Portugal vai finalmente prestar homenagem ao tenente-coronel Rui Maggiolo Gouveia. Os restos mortais do antigo comandante da PSP de Timor, fuzilado em Dezembro de 1975 pela Fretilin, chegaram já a Lisboa e o funeral realiza-se na segunda-feira, no distrito de Santarém, com a presença do ministro da Defesa, Paulo Portas, e do novo chefe de Estado Maior do Exército, Valença Pinto.

Estas exéquias culminam um longo processo que envolveu diversos contactos oficiais, tanto em Portugal como em Timor-Leste. Segundo disse ao DN uma fonte governamental, «o empenho das autoridades de Díli foi fundamental» para localizar os restos mortais do tenente-coronel, cujo nome figura no monumento aos heróis do Ultramar, em Belém, como a última vítima oficial dos conflitos nos ex-territórios sob domínio português, entre 1961 e 1975.

Quando estalou a guerra civil em Timor, em Agosto de 1975, Maggiolo Gouveia era a terceira autoridade mais graduada no território. Com a fuga do governador Lemos Pires para a ilha de Ataúro, o então comandante da PSP aderiu a uma das facções em conflito, a União Democrática Timorense, que defendia a manutenção de laços políticos entre Timor e Portugal. Dias depois, foi preso pela Fretilin e acabaria por ser executado já após a invasão do território pela Indonésia, em Dezembro de 1975, juntamente com outros prisioneiros portugueses e timorenses, às ordens daquele movimento _ hoje no poder em Díli.

Durante 28 anos, soube-se apenas que o corpo havia sido enterrado numa vala comum, na região montanhosa de Ailéu, a sul da capital timorense, sendo desconhecido o paradeiro exacto dos restos mortais, que só viriam a ser identificados no passado dia 25 de Junho. A 10 de Julho, a urna foi enviada por mala diplomática de Díli para Portugal, tendo sido encaminhada para o Instituto de Medicina Legal de Coimbra.

DEVER POR CUMPRIR A homenagem ao antigo comandante da PSP de Díli, que tinha 46 anos quando foi morto, «era um dever por cumprir do Estado português», disse ao DN uma fonte próxima do ministro da Defesa, salientando que «deve ser feita justiça a um oficial do Exército que foi torturado, assassinado, morreu heroicamente e cumpriu todos os seus deveres». Esta era, de resto, uma promessa feita por Portas à família de Maggiolo.

A mesma fonte sublinhou também o empenho revelado neste caso pela ministra da Justiça, Celeste Cardona, o procurador-geral da República, Souto Moura, e o embaixador de Portugal em Díli, Rui Quartim Santos, através dos contactos mantidos com os seus homólogos timorenses. «Só com a devida autorização das autoridades de Timor foi possível localizar o corpo, abrir a vala comum e confirmar que se tratava do oficial português», acrescentou a fonte próxima de Portas.


Rui Maggiolo Gouveia - Ex-comandante da PSP de Díli

Foi um dos mais brilhantes oficiais portugueses. Entrou em 1949 para a Escola do Exército, tendo concluído o curso de Infantaria em 1953.
Cumpriu várias missões no Ultramar, designadamente em Angola.
Condecorado com a Medalha da Prata de Valor Militar com Palma. «Coragem inexcedível, sangue frio, espírito lúcido e calmo em todas as circunstâncias», como reza a sua folha de serviços. Em Junho de 1973, chegou a Díli, onde era comandante da PSP quando eclodiu a guerra civil.
«Morro por Timor», terá dito momentos antes de ser fuzilado pela Fretilin em Dezembro de 1975.





publicado por manek_luan às 16:57
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26 de maio (Ser professor do moodle)

Instala磯 do Moodle

Este guia explica como instalar Moodle pela primeira vez. Alguns dos passos s㯠explicados com maior detalhe, para abrangir todas as pequenas diferen硳 entre diferentes configura絥s dos navegadores, assim que este documento pode parecer comprido e complicado. N㯠se deixe desanimar por isso - eu costumo instalar o Moodle em poucos minutos!

Leia este documento com calma e cuidadosamente - poderᠡssim poupar algum tempo no futuro.

Sec絥s neste documento:

  1. Pacotes necessᲩos
  2. Obter uma c󰩡 do Moodle
  3. Estrutura do so
  4. Cria磯 do direct󲩯 de dados
  5. Cria磯 da base de dados
  6. Verificar a configura磯 do servidor web
  7. Editar config.php
  8. Visitar a p᧩na de administra磯
  9. Configurar o cron
  10. Cria磯 de uma disciplina

 

1. Pacotes necessᲩos

Moodle 頤esenvolvido principalmente em Linux, usando Apache, MySQL e PHP (a combina磯 comumente designada de plataforma LAMP), mas tamb魠鍊 testado regularmente com PostgreSQL e nos sistemas operativos Windows XP, Mac OS X e Netware 6.

Os pacotes necessᲩos para o funcionamento de Moodle s㯺

  1. Servidor Web. A maior parte das pessoas usam Apache, mas Moodle deverᠦuncionar com qualquer servidor Web que suporte PHP, como, por exemplo, IIS nas plataformas Windows.
  2. A linguagem PHP (vers㯠4.1.0 ou superior), com as op絥s seguintes:
    • Libraria GD activada, com suporte para formatos JPG e PNG.
    • libraria zlib activa (se quiser usar c󰩡s de seguran硯restaura磯 em Windows)
    • Suporte de sess?(sessions support) activo
    • Envio de ficheiros (file uploading) activo
    • Modo seguro (safe mode) desactivado (nos foruns em moodle.org pode ler acerca dos problemas causados pelo modo seguro)
  3. Servidor de bases de dados: Moodle suporta completamente MySQL ou PostgreSQL que s㯠as duas op絥s recomendadas em Moodle 1.1. Outros servidores de bases de dados ser㯠suportados em vers?futuras.

A maior parte dos fornecedores de servi篳 Web incluim todo esse software. Se o seu fornecedor for um dos poucos que n㯠inclui essas op絥s, pergunte porque n㯠o fazem e considere uma mudan硠de fornecedor.

Se quiser usar Moodle no seu pr󰲩o computador e a instala磯 de todo esse software parece-lhe complicada, consulte o nosso guia: Instala磯 de Apache, MySQL e PHP. Nesse guia encontrarᠩnstruc絥s passo a passo para as plataformas mais populares.

 

2. Obter uma c󰩡 do Moodle

Existem duas formas de obter o Moodle, num ficheiro comprimido ou atrav鳍 do CVS. Essas duas formas explicam-se com mais detalhe na p᧩na web: http://moodle.org/download/

Depois de copiar e desempacotar o arquivo, ou depois de ter obtido uma c󰩡 do CVS, deverᠴer um direct󲩯 "moodle", que contem vᲩos ficheiros e subdirect󲩯s.

Pode transferir esse direct󲩯 directamente para o direct󲩯 raiz do seu servidor web, e nesse caso o seu so ficarᠤisponl em http://o_seu_servidor.com/moodle, ou pode copiar o conte?o direct󲩯 moodle directamente para o direct󲩯 raiz do seu servidor web, ficando a sua instala磯 do Moodle dierectamente em http://o_seu_servidor.com.

 

3. Estrutura do so

A seguir apresentamos um sumᲩo do conte?o direct󲩯 moodle, para o ajudar a orientar-se:

config-dist.php - mais tarde vai fazer uma c󰩡 deste ficheiro, dando-lhe o nome config.php. Este serᠯ ڎICO ficheiro que precisa de editar para come硲 a usar o Moodle.
version.php - define a vers㯠actual do c󤩧o do Moodle
index.php - a p᧩na principal do so

  • admin/ - c󤩧o para administra磯 de todo o servidor
  • auth/ - m󤵬os para autentica磯 de utilizadores
  • course/ - c󤩧o para mostrar e gerir disciplinas
  • doc/ - documenta磯 e ajuda do Moodle (esta p᧩na incluida)
  • files/ - c󤩧o para mostrar e gerir ficheiros enviados
  • lang/ - mesnagens de texto em diferentes luas; um diret󲩯 por cada lua
  • lib/ - librarias do c󤩧o bᳩco do Moodle
  • login/ - c󤩧o para cria磯 e acesso ೠcontas de utilizadores
  • mod/ - todos os m󤵬os de disciplina no Moodle
  • pix/ - imagens gen鲩cas do so
  • theme/ - pacotes temᴩcos (theme/skins) para mudar a aparꮣia do so
  • user/ - c󤩧o para mostrar e gerir a lista de utilizadores

 

4. Cria磯 do direct󲩯 de dados

Moodle precisa de algum espa篠no seu disco rdo para armazenar ficheiros enviados, por exemplo, os documentos associados a uma disciplina e as fotografias dos utilizadores.

Crie um direct󲩯 para esse prop󳩴o em alguma parte do seu sistema de ficheiros. Por raz?de seguran硬 頣onveniente que esse direct󲩯 N seja acessl directamente atrav鳠da web. A forma mais simples de garantir isso, serᠣriar o direct󲩯 por FORA do direct󲩯 raiz do seu servidor Web; se assim n㯠for, terᠱue o proteger criando nele um ficheiro .htaccess com o seguinte conte?

deny from all

Para garantir que Moodle poderᠧravar nesse direct󲩯 os ficheiros recebidos, confira que o servidor web (por exemplo o Apache) tenha autoriza磯 para escrever nesse direct󲩯. Em plataformas Unix, isso implica mudar o propietᲩo do direct󲩯 para algo como "nobody" ou "apache".

Em muitos servidores web partilhados, provavelmente terᠱue prohibir o acesso a todos os ficheiros por parte do seu "grupo" (para evitar que outros utilizadores do servidor possam consultar ou modificar os seus ficheiros), mas permitir acesso de leitura/escritura para outros utilizadores (assim o servidor Web terᠡcesso aos seus ficheiros). Consulte com o seu administrador do servidor Web se tiver dificuldades em configurar o seu direct󲩯 em forma segura.

 5. Cria磯 da base de dados

Terᠱue criar uma base de dados (por exemplo "moodle"), vazia, no seu sistema de bases de dados, junto com um utilizador especial (por exemplo "moodleuser") que tenha acesso a essa base de dados (e a nenhuma outra). Poderᠵsar o utilizador "root" se quiser, mas isso n㯠頡conselhᶥl para um sistema activo: se os "crackers" conseguirem descobrir a contrasenha de acesso ࠢase de dados, todo o seu servidor de bases de dados ficarᠥm risco, em vez de por em risco unicamente uma base de dados.

Os comandos seguintes s㯠um exemplo da cria磯 da base de dados em MySQL:

   # mysql -u root -p
   > CREATE DATABASE moodle; 
   > GRANT SELECT,INSERT,UPDATE,DELETE,CREATE,DROP,INDEX,ALTER ON moodle.* 
           TO moodleuser@localhost IDENTIFIED BY 'seupassword'; 
   > quit 
   # mysqladmin -p reload

E um exemplo para PostgreSQL:

   # su - postgres
   > psql -c "create user moodleuser createdb;" template1
   > psql -c "create database moodle;" -U moodleuser template1
   > psql -c "alter user moodleuser nocreatedb;" template1

(Se usar MySQL, recomendo vivamente o uso de phpMyAdmin para gerir as suas bases de dados - poderᠧerir a base de dados usando uma interface Web).

A partir da vers㯠1.0.8, Moodle aceita prefixos de tabelas, para poder partilhar uma base de dados com tabelas SQL de outras aplica絥s.

 

6. Verificar a configura磯 do servidor web

O primeiro que deverᠣonferir 頱ue o seu servidor web estᠣonfigurado para usar index.php como nome de p᧩na por omiss㯠(poderᠴamb魍 aceitar outros nomes alternativos, por exemplo, index.html, default.htm, etc).

Em Apache, isso 頦eito usando o comando DirectoryIndex no seu ficheiro de configura磯 httpd.conf. O meu normalmente contem o seguinte:

DirectoryIndex index.php index.html index.htm 

Verifique que index.php esteja entre a lista (e preferivelmente mais perto do ino da lista, para aumentar a eficiꮣia).

A seguir, se estiver a usar Apache 2, deverᠡctivar a variᶥl AcceptPathInfo, que permitirᠡ passagem de argumentos na forma http://servidor/ficheiro.php/arg1/arg2. Isso 頥sencial para poder permitir apontadores relativos entre os seus recursos, e tamb魠para melhorar o desempenho para os utilizadores do seu so Moodle. Poderᠡctivar essa variᶥl juntado a linha que se segue ao seu ficheiro httpd.conf

AcceptPathInfo on 

Em terceiro lugar, Moodle precisa da activa磯 de algumas op絥s do PHP para funcionar correctamente. Na maior parte dos servidores essas op絥s jᠥstar㯠activas por omiss㯮 No entanto, alguns servidores PHP (especialmente nas vers?mais recentes) poder㯠estar configuradas em forma diferente. Essas op絥s activam-se no ficheiro de configura磯 do PHP (normalmente o ficheiro php.ini):

magic_quotes_gpc = 1    (preferred but not necessary)
magic_quotes_runtime = 0    (necessary)
file_uploads = 1
session.auto_start = 0
session.bug_compat_warn = 0

Se n㯠tiver acesso a httpd.conf ou php.ini no seu servidor, ou se estiver a usar outras aplic絥s que exigem outra configura磯 diferente, n㯠se preocupe pois poderᠡinda INVALIDAR a configura磯 global.

Para o conseguir, deverᠣriar um ficheiro .htaccess no direct󲩯 principal do Moodle, com as defini絥s que precisa. Isso s󍊠 funcionarᠮo Apache, e quando a op磯 Overrides for permitida na configura磯 global do servidor. O conte?e .htacces serẍ

DirectoryIndex index.php index.html index.htm

<IfDefine APACHE2>
     AcceptPathInfo on
</IfDefine>

php_flag magic_quotes_gpc 1
php_flag magic_quotes_runtime 0
php_flag file_uploads 1
php_flag session.auto_start 0
php_flag session.bug_compat_warn 0

Poderᠦazer outras coisas como, por exemplo, definir o tamanho mḩmo do ficheiros enviados para o Moodle:

LimitRequestBody 0
php_value upload_max_filesize 2M
php_value post_max_size 2M
     

O mais fᣩl serᠣopiar o ficheiro tipo em lib/htaccess e edit᭬o para se adaptar ೠsuas necessidades (o ficheiro contem algumas dicas adicionais). Por exemplo, num shell do Unix:

cp lib/htaccess .htaccess

 

7. Editar config.php

Neste momento pode criar e editar o ficheiro de configura磯, config.php, usando um editor de texto. Esse ficheiro serᠵtilizado por todos os outros ficheiros em Moodle.

Para come硲, fa硠uma c󰩡 de config-dist.php e mude-lhe o nome para config.php. Isto 頦eito para n㯠perder a configura磯 original, caso tenah que actualizar o Moodle mais tarde.

Edite config.php especificando a informa磯 da base de dados que jᠣriou (incluindo o prefixo de tabelas - repare que no caso do PostgreSQL isso 頏BRIGATӒIO), assim como o endere篠do seu so Web, e os nomes dos direct󲩯s do sistema e dos dados. O pr󰲩o ficheiro de configura磯 traz comentᲩos e exemplos.

Uma vez termine de editar o ficheiro de configra磯, o resto da instala磯 頦eita atrav鳠da interface web. No que resta deste documento vamos admitir que o seu so web encontra-se em: http://exemplo.com/moodle

 

8. Visitar a p᧩na de administra磯

A p᧩na de adminstra磯 jᠤeverᠥstar activa em: http://exemplo.com/moodle/admin. De qualquer forma, se neste momento tentar aceder ࠰᧩na principal do seu servidor moodle, serፊ redireccionado automaticamente para essa p᧩na. A primeira vez que entrar na p᧩na de administra磯, ser-lhe-ᠡpresentada a licen硠GPL qu deverᠡceitar para poder continuar com a instala磯.

(Moodle tamb魠enviarᠡlgumas "cookies" para o seu navegador web. Se o seu navegador estiver configurado para perguntar antes de aceitar cookies, deverᠡceit᭬as ou Moodle n㯠funcionarᠣonrrectamente.)

A seguir Moodle procederᠡ configurar a sua base de dados criando as tabelas que ser㯠usadas para guardar os dados. Primeiro s㯠criadas as tabelas principais. Deverᠶer vᲩos comandos SQL seguidos por mensagens de diagn󳴩co (a verde ou vermelho) do g鮥ro de:

CREATE TABLE course ( id int(10) unsigned NOT NULL auto_increment, category int(10) unsigned NOT NULL default '0', password varchar(50) NOT NULL default '', fullname varchar(254) NOT NULL default '', shortname varchar(15) NOT NULL default '', summary text NOT NULL, format tinyint(4) NOT NULL default '1', teacher varchar(100) NOT NULL default 'Teacher', startdate int(10) unsigned NOT NULL default '0', enddate int(10) unsigned NOT NULL default '0', timemodified int(10) unsigned NOT NULL default '0', PRIMARY KEY (id)) TYPE=MyISAM

SUCCESS

...and so on, followed by: Main databases set up successfully.

Se n㯠aparecerem essas mensagens, existirᠡlgum problema com a base de dados ou com a configura磯 que definiu em config.php. Verifique que PHP n㯠esteja em "Modo seguro" (Safe Mode. Alguns servidores comerciais costumam vir em modo seguro). Pode verificar as variᶥis do PHP criando um pequeno ficheiro que contenha <? phpinfo() ?> e olhando para ele usando o seu navegador we. Verifique o resultado e tente acceder novamente ࠰᧩na de administra磯.

Avance at頯 fim da p᧩na e carregue no bot㯠"Continuar".

A seguir verᠵma outra p᧩na semelhante que configura as tabelas usadas por cada m󤵬o do Moodle. Igual que no caso anterior, todas as mensagens de diagn󳴩co dever㯠aparecer em green.

Avance at頯 fim da p᧩na e carregue no bot㯠"Continuar".

Deverᠡgora aparecer um formulᲩo onde pode definir mais variᶥis de configura磯 para a sua instala磯 como, por exemplo, a lua usada por omiss㯬 o nome do servidor SMTP, etc. N㯠se preocupe muito em tentar conifugar tudo ࠰rimeira vez - poderᠲegressar a esta p᧩na sempre que quiser, atrav鳠da interface de administra磯, e experimentar diferentes configura絥s. Avance at頯 fim da p᧩na e carregue no bot㯍 "Gravar altera絥s".

Se n㯠conseguir avan硲 para a frente dessa p᧩na (e unicamente nesse caso), provavelmente o seu servidor tem o problema que eu chamo "referidor defeituoso" ("buggy referrer"). Isso 頦ᣩl de corrigir: simplesmente desactive a op磯 de "formulᲩos seguros" (secureforms"), e tente novamente.

A p᧩na seguinte 頵m formulᲩo onde pode definir par⭥tros para o seu so Moodle e para a p᧩na principal, tais como o nome, formato, descri磯, etc. Complete esse forumlᲩo (poderᠳempre regressar mais tarde e fazer altera絥s) e carregue em "Gravar altera絥s".

Finalmente, ser-lhe-ᠰedido para criar um utilizador administrador de alto nivel para acesso futuro ೠp᧩nas de administra磯. Complete a informa磯 com o seu pr󰲩o nome, endere篠de correio electr󮩣o, etc e carregue em "Gravar altera磯es". N㯠todos os campos s㯍 indispensᶥis, mas se esquecer algum campo importante, voltarᠡ aparecer o formulᲩo. Tenha o cuidade de lembrar o nome de utilizador e a palavra chave que seleccionou para o administrador, jፊ que eles ser㯠necessᲩos para acceder as p᧩nas de administra磯 em ocasi?futuras.

(Se por qualquer raz㯠a sua instala磯 for interrompida, ou aparece algum erro que lhe impe硠entrar com a palavra chave do administrados, normalmente poderᠡceder com o nome de administrador por omiss㯬 "admin", com palavra chave "admin".)

Uma vez concluido esse processo com 鸩to, ser-lhe-ᠡpresentada a p᧩na principal do seu so. Repare no menu de administra磯 no lado esquerdo da p᧩na (as mesmas alinhas no menu aparecem na p᧩na de administra磯) - esse menu s󠩠vissl para si por ter entrado como o administrador. todas as configura絥s que tenha que fazer a partir de agora poder㯍 ser feitas a partir desse menu; por exemplo:

  • cria磯 e elimina磯 de disciplinas
  • cria磯 e modifica磯 de contas de utilizadores
  • gest㯠de contas de docentes
  • mudan硠de op絥s globais como o tema, lua, etc

9. Configurar o cron

Algum dos m󤵬os do Moodle precisam de verifica絥s frequentes para realizar algumas tarefas. Por exemplo, Moodle precisa verificar os foruns de discus㯠para saber se 頰reciso enviar por correio c󰩡s de novas contribui絥s, aos assinantes do forum.

O script que executa essas tarefas de rutina encontra-se no direct󲩯 admin, com o nome cron.php. No entanto, ele n㯠pode arrancar por si pr󰲩o, mas serᠰreciso instalar um mecanismo para que o script seja executado a intervalos regulares (por exemplo, cada 5 ou 10 minutos). Mecanismo esse que constitui as pulsa絥s necessᲩas para que o script possa executar as tarefas definidas por cada m󤵬o.

De salientar que a mᱵina que execute o cron n㯠tem que ser a mesma mᱵina onde Moodle estᠩnstalado. Por exemplo, se tiver um fornecedor web com limita絥s, que n㯠tem o programa cron, poderፊ decidir executar cron em outra mᱵina ou at頮o seu computador em casa. O ? que interessa 頱ue o ficheiro cron.php seja invocado regularmente.

A carga imposta por esse script n㯠頭uito elevada, de maneira que 5 minutos 頵m intervalo de tempo razoᶥl, mas se estiver priocupado ao respeito pode reduzir o intervalo para 15 ou at頳0 minutos. Conv魍 n㯠usar intervalos de tempo muito compridos, jᠱue o atraso no envio de mensagens de correio pode diminuir o nivel de actividade da disciplina.

 Primeiro que tudo, teste o script executando-o directamente a partir do seu navegador:

http://exemplo.com/moodle/admin/cron.php

A seguir, tem que instalar algum mecanismo para executar o script automaticamente, a intervalos regulares.

Execu磯 do script a partir da linha de comandos

Pode invocar a p᧩na a partir da linha de comandos, tal como fez no exemplo acima. Por exemplo, pode usar algum programa do Unix como 'wget':

wget -q -O /dev/null http://exemplo.com/moodle/admin/cron.php

Repare nesse exemplo que a saida do comando 頤eitada fora (para /dev/null).

A mesma coisa usando lynx:

lynx -dump http://exemplo.com/moodle/admin/cron.php > /dev/null

Em forma alternativa, pode usar uma vers㯠autonoma do PHP, compilada para poder ser executada directamente a partir da linha de comandos. A vantagem em fazer isso serᠱue os estaticas de acesso a o servidor n㯠ser㯠preenchidas com pedidos constantes do script cron.php. A desvantagem 頱ue precisarᠴer acesso a uma vers㯠de PHP para linha de comandos.

/opt/bin/php /web/moodle/admin/cron.php

(Windows) C:\apache\php\php.exe C:\apache\htdocs\moodle\admin\cron.php

Execu磯 automatica do script cada 5 minutos

Em sistemas Unix: Use cron. Edite a sua configura磯 do cron, a partir da linha de comando usando "crontab -e" e adicione uma linha que diga:

*/5 * * * * wget -q -O /dev/null http://exemplo.com/moodle/admin/cron.php

Usualmente, o comando "contrab" abrirᠯ editor 'vi'. No editor 'vi' acceda ao modo de inser磯 carregando na tecla do "i", escreva a linha que acabamos de sugerir, e finalmente saia do modo de inser磯 carregando em ESC. Pode gravar e sair se escrever ":wq", ou sair sem gravar nenhuma altera磯, se escrever ":q!" (sem as aspas).

Em sistemas Windows: A forma mais fᣩl consiste em usar este pequeno pacote: moodle-cron-for-windows.zip que torna esse proceso muito simples. Pode tamb魠explorar a possibilidade de usar funcionalidades pr󰲩as do Windows para Tarefas Programadas.

Em servidores web de fornecedores de servi篳: O painel de controlo do seu sistema de web poderᠴer uma p᧩na que lhe permita programar esse procedimento. Pergunte pormenores ao seu administrador. 

10. Cria磯 de uma disciplina

Agora que a sua instala磯 do Moodle funciona adequadamente, poderᠣriar uma disciplina.

Seleccione "Criar uma noa disciplina" a partir da p᧩na de administra磯 (ou a partir dos enlaces na p᧩na principal).

Complete o formulᲩo, prestantdo especial aten磯 para o formato da disciplina. N㯠tem que se preocupar muito com os pormenores neste momento, jᠱue todo poderᠳer alterado mais tarde pelos docentes da disciplina.

Carregue em "Gravar altera絥s", e serᠣonduzido para um novo formulᲩo onde poderᠤesignar docentes para a disciplina. Esse formulᲩo s󠰥rmite adicionar contas de utilizadores jᠥxistentes - se quiser criar novas contas de professores, pe硠ao pr󰲩o docente para criar uma conta pessoal (ver a p᧩na de acesso), ou criar uma conta para ele por meio da op磯 "Adicionar novo utilizador" na p᧩na de administra磯.

Uma vez criada, a disciplna estᠰronta para ser modificada e estarፊ acessl atrav鳠sa sec磯 de "Disciplinas" na p᧩na principal.

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publicado por manek_luan às 16:49
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14 de Março ( O que o portefólio ??)

O que é o portefólio do aluno?

 



De acordo com Valadares e Graça (1998), o portefólio do aluno pode ser entendido como uma colecção organizada e devidamente planeada de trabalhos produzidos pelo aluno ao longo de um período de tempo, de forma a poder proporcionar uma visão tão alargada quanto possível do seu desenvolvimento (cognitivo, metacognitivo e afectivo). Para a National Education Association, EUA (1993), corresponde a um registo da aprendizagem baseado no trabalho do aluno e na sua reflexão sobre esse trabalho.
Daqui sobressaem as características mais marcantes desta metodologia:

· Uma colecção de trabalhos; Quer a selecção de trabalhos seja da responsabilidade do aluno, quer seja determinada pelo professor ou quer resulte de decisões negociadas entre ambos, a colecção de trabalhos resultante deve revestir-se sempre de um carácter representativo, opondo-se claramente a recolhas sistemáticas e exaustivas do trabalho desenvolvido pelo aluno;

· Criada com um propósito; Promover o desenvolvimento de competências gerais, competências específicas, constituir um elemento de avaliação dos progressos do aluno numa ou em várias disciplinas, etc.

· Com espaço para a reflexão e auto-avaliação do aluno; A “pedra de toque” do portefólio. O que o transforma num “potente” instrumento de aprendizagem e desenvolvimento.

Retomando a ideia de que o portefólio é uma pasta com gente dentro, o portefólio do aluno pode ser entendido como um roteiro dos percursos pessoais de crescimento, desenvolvimento e aprendizagem do aluno, da pessoa a que pertence. É um diário educativo ou autobiografia do aprendente em que o mesmo de deve encontrar profundamente implicado (Nunes, 2000).

Etapas do portefólio

 

Tendo em conta várias propostas da bibliografia e a minha própria experiência, considero que, de modo a garantir uma implementação cuidada e harmoniosa, devem ser respeitadas, pelo menos, as seguintes etapas:

Planificação. Envolve sobretudo o professor, mas também os alunos que podem (e devem) ser chamados a dar o seu contributo para a implementação da metodologia.

Apresentação aos alunos. Clarificação dos objectivos do portefólio. Pode ser feita uma apresentação oral da metodologia. Por exemplo, partindo do que os alunos já sabem sobre o termo “portefólio”. Estes, podem nem sequer o conhecer, como podem já ter conhecimento da sua aplicação no campo das artes (pintura, fotografia, arquitectura, etc.) podendo esta aplicação constituir um ponto de partida para a introdução, estabelecendo as semelhanças e diferenças entre este portefólio (conjunto dos melhores trabalhos do artista) e o portefólio do aluno (muito mais de que um conjunto de trabalhos e não necessariamente os melhores). Os alunos podem demorar a interiorizar os princípios da metodologia pelo que é aconselhável o fornecimento simultâneo de uma ficha ou brochura de consulta com as principais orientações.

Colecção. Recolha dos trabalhos. A recolha de evidências para o portefólio pode resultar do normal desenrolar das actividades lectivas. Ou seja, não tem que haver necessariamente um acréscimo de trabalho por parte dos alunos nesta fase. Se já fazemos assentar a nossa prática regular numa confortável diversidade de estratégias e metodologias não teremos dificuldade em ficar satisfeitos com a riqueza de evidências apresentada nos portefólios. Se ainda não o fazemos, poderemos vir a sentir a necessidade de desenvolver novos trabalhos e actividades que ajudem os nossos alunos a demonstrar as suas competências.

Organização. As diferentes evidências devem estar organizadas na pasta ou dossiê de modo a permitir um fácil acesso e consulta. Tal organização pode ser deixada ao critério dos alunos, partir de sugestões nossas ou, como sempre, ser um processo negociado.

Reflexão. A mais importante etapa do processo. Pode ocorrer em vários momentos. Por exemplo, sempre que é adicionada um novo trabalho ou sempre que o portefólio é revisto. Nesta etapa o aluno reflecte sobre cada uma das evidências que seleccionou para o seu portefólio, decide quais são as mais representativas dos seus progressos, das suas capacidades e competências, e que, como tal devem permanecer no portefólio enquanto outras devem sair. Esta reflexão pode ser auxiliada por fichas desenvolvidas para o efeito.

Avaliação. Etapa em que o professor e o aluno se encontram para discutir a avaliação do portefólio. O aluno faz a sua auto-avaliação, que deve também ser escrita, transmite essa percepção que tem do seu trabalho ao professor e este fará chegar ao aluno um feedback – de preferência também escrito – da avaliação que faz do seu trabalho. Cada aluno pode também ser incentivado a solicitar uma co-avaliação por parte de um colega.

Divulgação. Sempre que possível, numa fase mais avançada do processo, deve ser promovida uma apresentação oral do portefólio. Regra geral, os nossos alunos vão desenvolver em relação ao seu portefólio um sentimento de orgulho pelo trabalho desenvolvido pelo que se sentirão motivados para fazer a sua apresentação perante os colegas, professores ou até mesmo os pais, se estes forem convidados a assistir.

Um blogue sobre portefólios

 


A ideia é esta: este será um espaço onde irei deixando algumas das minhas reflexões resultantes do trabalho que venho desenvolvendo com os portefólios nos vários contextos em que me vou movendo! Ao mesmo tempo, espero que seja um lugar de partilha de ideias e experiências com aqueles que vão sendo tocados pela metodologia, tendo sempre como pano de fundo o contexto mais vasto da educação, essa tarefa impossível!

 

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publicado por manek_luan às 16:38
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A origen da ilha de Timor (20 de Març0)

A origem da ilha de Timor

Naqueles tempos, em makasar vivia um crocodilo muito velho, tão velho que não conseguia caçar os peixes do rio.

Um dia decidiu aventurar-se pelas margens em busca de algum porco distraído que lhe servisse de refeição. Andou, andou, até cair exausto e desesperado, sem forças para regressar à água.

Quem lhe valeu foi um rapaz simpático e robusto que teve pena dele e o arrastou pela cauda .

Em paga pelo serviço prestado, o crocodilo ofereceu...se para o transportar às costas sempre que ele quisesse navegar. Foi assim que começaram a viajar juntos.

Mas, apesar da amizade que sentia pelo rapaz, quando o crocodilo teve novamente fome, lembrou...se de o comer. Antes, porém, quis ouvir a opinião dos outros animais e todos se mostraram indignadíssimos. Devorar quem o salvara? Que terrível ingratidão! Envergonhado e cheio de remorsos, o crocodilo resolveu partir para longe e recomeçar a sua vida onde ninguém o conhecesse. Como o rapaz era o único amigo que tinha, chamou...o e disse-lhe assim:

-Vem comigo à procura de um disco de ouro, que flutua nas ondas perto do sítio onde nasce o sol. Quando o encontrarmos seremos felizes. Mais uma vez viajaram juntos, agora sulcando o mar que parecia não ter fim mas, a certa altura, o crocodilo percebeu que não podia continuar.

Exausto, deteve...se na intenção de descansar apenas um instante mas, logo que parou, o corpo transformou-se numa ilha maravilhosa! O rapaz, que se viu homem feito de um momento para o outro, verificou, encantado, que trazia ao peito o disco de ouro com que o crocodilo sonhara.

Percorreu então as praias, as colinas e as montanhas e compreendeu que aquela era a ilha dos seus sonhos. Instalou-se e escolheu o nome para a ilha. Chamou-lhe Timor, que­ significa "Oriente".

 

Pois é. Como já devem ter percebido, esta lenda surgiu para tentar explicar a forma especial que tem a ilha de Timor. Parece um crocodilo a nadar.

 

 

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publicado por manek_luan às 16:27
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