Terça-feira, 11 de Julho de 2006

14 de Março ( O que o portefólio ??)

O que é o portefólio do aluno?

 



De acordo com Valadares e Graça (1998), o portefólio do aluno pode ser entendido como uma colecção organizada e devidamente planeada de trabalhos produzidos pelo aluno ao longo de um período de tempo, de forma a poder proporcionar uma visão tão alargada quanto possível do seu desenvolvimento (cognitivo, metacognitivo e afectivo). Para a National Education Association, EUA (1993), corresponde a um registo da aprendizagem baseado no trabalho do aluno e na sua reflexão sobre esse trabalho.
Daqui sobressaem as características mais marcantes desta metodologia:

· Uma colecção de trabalhos; Quer a selecção de trabalhos seja da responsabilidade do aluno, quer seja determinada pelo professor ou quer resulte de decisões negociadas entre ambos, a colecção de trabalhos resultante deve revestir-se sempre de um carácter representativo, opondo-se claramente a recolhas sistemáticas e exaustivas do trabalho desenvolvido pelo aluno;

· Criada com um propósito; Promover o desenvolvimento de competências gerais, competências específicas, constituir um elemento de avaliação dos progressos do aluno numa ou em várias disciplinas, etc.

· Com espaço para a reflexão e auto-avaliação do aluno; A “pedra de toque” do portefólio. O que o transforma num “potente” instrumento de aprendizagem e desenvolvimento.

Retomando a ideia de que o portefólio é uma pasta com gente dentro, o portefólio do aluno pode ser entendido como um roteiro dos percursos pessoais de crescimento, desenvolvimento e aprendizagem do aluno, da pessoa a que pertence. É um diário educativo ou autobiografia do aprendente em que o mesmo de deve encontrar profundamente implicado (Nunes, 2000).

Etapas do portefólio

 

Tendo em conta várias propostas da bibliografia e a minha própria experiência, considero que, de modo a garantir uma implementação cuidada e harmoniosa, devem ser respeitadas, pelo menos, as seguintes etapas:

Planificação. Envolve sobretudo o professor, mas também os alunos que podem (e devem) ser chamados a dar o seu contributo para a implementação da metodologia.

Apresentação aos alunos. Clarificação dos objectivos do portefólio. Pode ser feita uma apresentação oral da metodologia. Por exemplo, partindo do que os alunos já sabem sobre o termo “portefólio”. Estes, podem nem sequer o conhecer, como podem já ter conhecimento da sua aplicação no campo das artes (pintura, fotografia, arquitectura, etc.) podendo esta aplicação constituir um ponto de partida para a introdução, estabelecendo as semelhanças e diferenças entre este portefólio (conjunto dos melhores trabalhos do artista) e o portefólio do aluno (muito mais de que um conjunto de trabalhos e não necessariamente os melhores). Os alunos podem demorar a interiorizar os princípios da metodologia pelo que é aconselhável o fornecimento simultâneo de uma ficha ou brochura de consulta com as principais orientações.

Colecção. Recolha dos trabalhos. A recolha de evidências para o portefólio pode resultar do normal desenrolar das actividades lectivas. Ou seja, não tem que haver necessariamente um acréscimo de trabalho por parte dos alunos nesta fase. Se já fazemos assentar a nossa prática regular numa confortável diversidade de estratégias e metodologias não teremos dificuldade em ficar satisfeitos com a riqueza de evidências apresentada nos portefólios. Se ainda não o fazemos, poderemos vir a sentir a necessidade de desenvolver novos trabalhos e actividades que ajudem os nossos alunos a demonstrar as suas competências.

Organização. As diferentes evidências devem estar organizadas na pasta ou dossiê de modo a permitir um fácil acesso e consulta. Tal organização pode ser deixada ao critério dos alunos, partir de sugestões nossas ou, como sempre, ser um processo negociado.

Reflexão. A mais importante etapa do processo. Pode ocorrer em vários momentos. Por exemplo, sempre que é adicionada um novo trabalho ou sempre que o portefólio é revisto. Nesta etapa o aluno reflecte sobre cada uma das evidências que seleccionou para o seu portefólio, decide quais são as mais representativas dos seus progressos, das suas capacidades e competências, e que, como tal devem permanecer no portefólio enquanto outras devem sair. Esta reflexão pode ser auxiliada por fichas desenvolvidas para o efeito.

Avaliação. Etapa em que o professor e o aluno se encontram para discutir a avaliação do portefólio. O aluno faz a sua auto-avaliação, que deve também ser escrita, transmite essa percepção que tem do seu trabalho ao professor e este fará chegar ao aluno um feedback – de preferência também escrito – da avaliação que faz do seu trabalho. Cada aluno pode também ser incentivado a solicitar uma co-avaliação por parte de um colega.

Divulgação. Sempre que possível, numa fase mais avançada do processo, deve ser promovida uma apresentação oral do portefólio. Regra geral, os nossos alunos vão desenvolver em relação ao seu portefólio um sentimento de orgulho pelo trabalho desenvolvido pelo que se sentirão motivados para fazer a sua apresentação perante os colegas, professores ou até mesmo os pais, se estes forem convidados a assistir.

Um blogue sobre portefólios

 


A ideia é esta: este será um espaço onde irei deixando algumas das minhas reflexões resultantes do trabalho que venho desenvolvendo com os portefólios nos vários contextos em que me vou movendo! Ao mesmo tempo, espero que seja um lugar de partilha de ideias e experiências com aqueles que vão sendo tocados pela metodologia, tendo sempre como pano de fundo o contexto mais vasto da educação, essa tarefa impossível!

 

sinto-me:
publicado por manek_luan às 16:38
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